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“O Preá É a Aspen dos Trópicos”, Diz Guilherme Benchimol

Forbes

21 nov. 2025

Com vento previsível e geografia ideal para velejar longas distâncias, o Preá virou um refúgio de natureza, equilíbrio e novo luxo para quem busca no kitesurf mais do que um esporte

Existem lugares que mudam a relação de uma pessoa com o tempo, com o corpo e consigo mesma. Para Guilherme Benchimol — e também para seu sócio no Vila Carnaúba, Júlio Capua — essa mudança tem nome, coordenadas e vento constante: Preá, no litoral do Ceará. Um destino onde o kitesurf deixa de ser esporte e passa a ser um estado de presença, e onde uma nova infraestrutura começa a dar forma ao que ambos definem como o futuro do “luxo pé na areia” no Brasil.


Benchimol começou no kite há 25 anos, mas foi somente uma década atrás que descobriu o Preá e entendeu, sem exagero, que ali estava “o melhor lugar do mundo para velejar”. A frase que repete com naturalidade — “o Preá é a Aspen dos Trópicos” — não é um recurso poético. É uma analogia técnica. “A combinação do vento, da geografia e da maré cria uma condição única. Em Aspen você desce a montanha; aqui você desce com o vento por centenas de quilômetros, sem precisar voltar para o ponto inicial.”


No Preá, o vento funciona como relógio. “Das 10h às 17h é como se ligassem um ventilador gigante”, diz. Isso permite velejar longas distâncias com uma suavidade que, segundo ele, não encontrou em nenhum outro lugar do mundo — nem no Caribe, nem na Europa. Somado à beleza crua da região e ao ritmo de vila de pescadores, o Preá revela um Brasil que o próprio brasileiro ainda não aprendeu a ver.



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